Minha alma

Minha alma me confunde

E me diz que que quer

atravessar a avenida e a ponte

Para encontrar com rostos semelhantes

Nos asfaltos e concretos

Quer também subir montanhas e colinas

E me confunde ainda mais

Pois realmente não sei

Se mesmo lá no pico

a minha alma sabe dialogar

 

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Rock brasileiro

Meu destino está

Nesses sorrisos e nessas danças

Nessa falsa faxina

De quando o DJ

tocou as músicas que eu pedi

 

Meu pacote outra vez está vazio

Nesse banquete antropofágico de músicas

Que são onipresentes

 

Todo o lixo

Está no luxo

Do que é fixo

Nesse universo

De músicas cantadas

Que se escondem de mim

 

Estou ilhado

Por ações humanas

Diante do complexo

Do rock brasileiro que tocou lá

E do incêndio daquele lugar

Em um novo pesadelo

Que não pode ser tocado nem escutado

Essa Calma

Essa  calma me assusta

Por ela não estar mais

Na flora e na fauna

 

Por estarmos a receber

sinais de Orion e Draco

em doses maiores

 

Por ela ser conformista

 

Por ela agredir e violentar

 

Essa calma me assusta

Pois não quero achar

que ela é maior que a alma

 

Vomitar

Eu comi as multidões

E vomitei você

Eu comi os celulares

E vomitei você

Eu comi as bandas largas

E vomitei você

Eu comi o céu

E vomitei você

Eu comi poesias

E vomitei você

 

Eu comi você

E vomitei eu…

Neblina de verão

Essa neblina

Em pleno verão

E em pleno Rio de Janeiro

Me diz que o próximo verão

Não é o que verão

E que somente assim tenho um tiro mais certeiro

 

Verão: neblinas e mais neblinas

Quando eu negar mais talentos

E tentar desfazer minha sina

Verão: Por algo menos sedento…